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CPJUR aprovou 90% de seus alunos no OAB!

Os desafios da mulher no mercado do Direito

Os desafios da mulher no mercado do Direito

Professoras do CPJUR retratam a realidade enfrentada pela mulher no mundo jurídico

As mulheres possuem um valor riquíssimo na sociedade. Muito embora ainda não tenham o valor merecido, elas têm conquistado, aos poucos, o seu lugar de sucesso. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007 elas representavam 40,8% do mercado formal de trabalho. Em 2016, passaram a ocupar 44% das vagas. Um crescimento significativo e merecido.

No meio jurídico não é diferente. De acordo com estatísticas do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas Judiciais, a participação das mulheres como operadoras do Direito era de 30% no final de 2010. Atualmente, a porcentagem é de 48,17%, segundo dados coletados do Migalhas.

No entanto, ainda há muitos desafios que devem ser enfrentados pela mulher nesta área. Para falar sobre eles, conversamos com três professoras do Centro Preparatório Jurídico (CPJUR). Confira abaixo o nosso bate-papo abaixo com Mariana Dias, de Direito Previdenciário e Ana Patiño, de Direito Civil.

cpjur: mulher direito advogadas conversam

Número de mulheres no meio jurídico tem aumentado cada vez mais

Quais os principais desafios que a mulher precisa enfrentar no meio jurídico?

Para Mariana Dias, um dos principais desafios enfrentados pela mulher está mais perto do que ela pode imaginar.

“Entendo que a mulher determinada e certa da carreira profissional que deseja seguir, especificamente no âmbito jurídico, tem nela mesma o seu maior desafio, pois tentará ser a melhor no que se propõe a fazer. Isso porque eu prefiro desconsiderar o machismo e a intolerância feminina no mercado de trabalho”, aponta.

Além disso, há também as diferenças salariais. Mesmo previsto no Art. 7°, inciso XXX da Constituição Federal, que proíbe a “diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”, a mulher ainda esbarra nisso em seu dia-a-dia.

“As diferenças salariais e de honorários advocatícios ainda existem nas empresas. Na grande maioria das demandas judiciais, a preponderância de advogados ainda é masculina. Há áreas inteiramente dominadas por homens, tais como direito penal. Tomando por exemplo os advogados criminalistas que atuaram na Operação Lava à Jato, há pouquíssimas mulheres”, esclarece Ana Patiño.

Quais as soluções para superar essas barreiras?

Determinação, força de vontade e empenho. São as recomendações das professoras para as mulheres não desistirem e alcançar o topo de suas metas profissionais. “Com tudo isso, a mulher vai se sentir mais segura e capaz de enfrentar qualquer momento difícil e/ou discriminação”, diz Mariana.

Qual a projeção do mercado jurídico para a mulher em um futuro próximo?

Se o crescimento for mantido, a expectativa é que as mulheres superem os homens e se tornem maioria no ramo jurídico.

“Vejo com muito otimismo o mercado do Direito para a mulher, no futuro. A maioria dos alunos nos cursos jurídicos é de mulheres. Em breve seremos maioria nesse mercado. Já há preponderância de mulheres em áreas como Direito de Família e Mediação”, aponta Ana.

No CPJUR, inclusive, 61,3% dos alunos matriculados são mulheres. A intenção é que este número aumente. Neste Dia Internacional da Mulher, o Centro Preparatório preparou um sorteio: é mulher e quer estudar com a gente? Vamos premiar a ganhadora com uma bolsa integral para qualquer curso on-line do nosso site. Participe.

Referências na área

Toda pessoa tem alguém que admira. Seja alguém da família, um amigo ou alguma personalidade. No ramo jurídico, existem mulheres que inspiram nossas professoras, que são referências e merecem admiração.

Cármen Lúcia Antunes Rocha é jurista, professora e magistrada. É a atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para Mariana Dias, é um exemplo a ser seguido.

“Pelo fato de ocupar o cargo mais alto do Poder Judiciário, hoje eu vejo ela como a maior referência feminina no ramo jurídico”, aponta.

Ana Patiño faz menção a outras duas personalidades. “Ellen Gracie Northfleet, primeira mulher a ocupar o cargo de presidente do Supremos Tribunal Federal”, lembra. Por indicação do então presidente Fernando Henrique Cardoso, Ellen Gracie ocupou ao cargo de ministra do STF de 2000 a 2011.

Além da processualista e professora titular da Universidade de São Paulo Ada Pellegrini Grinover. “Até sua morte defendeu seus ideais, inclusive no âmbito político”, lembra Patiño. Ao lado de outros nomes do direito, Ada participou ativamente da elaboração do Código Civil brasileiro de 2002 e atuou, também, na reforma do Código de Processo Penal e do Código de Defesa do Consumidor, contribuindo de forma decisiva para o atual desenvolvimento social e jurídico brasileiro.

Ainda neste assunto, traremos um blog post com mulheres que fizeram história no Direito e serão, para sempre, lembradas. Além, curta nossa página no Facebook e acompanhe uma série de postagens especiais neste Dia Internacional da Mulher.

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2018-07-16T10:14:45+00:00